In_existência

As unicas coisas que voam depois que se vai a fala... ...São as Palavras. por isso, espalhe-as espalhe-as espalhe-as espalhe-as espalhe-as espalhe-as espalhe-as espalhe-as espalhe-as espalhe-as

Tuesday, March 06, 2007

Destrono

como larvas em meu sonho distante
como tronos em meu desespero latente
como tudo que permitiu-se ir
nunca num desespero solitário, ficou.

como um peixe na enxente afogado
como um sapato na chuva encharcado.
como tudo que se foi no vento
jamais na angústia amarga permaneceu.

tronco sujo de primavera
roco e morto de mim
sem esperar já foi.

sonso lixo de quem erra
rosno as farpas de marfim
deixo-me levar depois.

Sunday, September 03, 2006

descobrindo um sorriso tosco num mundo velho
deixo chover para a ultima pétala
uma esperança de que um suspiro surja de uma folha caída
mundo livre de todo desgosto
mundo livre de vontades
mundo livre de vazios e impérios de consciência
resto de lábios puros
símbolos de faces nuas
lágrimas de selos frios
vontade de mais nada
solitude de reencontro
mordomo de mim
exilo de companhia
face de outro beijo
lágrima ultima caida.

Thursday, August 24, 2006

Saudação aos iníquos

No embriagado momento em que o sol beija o chão
Relevo o sussuro do inusitado delírio
Danço o velejo da noite
Danço o feliz cortejo dos loucos
Embaraço-me no sorriso do indeciso
Sou louco?
Sou mais um pouco.
Não sei onde pôr meu pé,
mas sei que meu destino é esse.
A cara da côr é outra vela.

No embriagado momento em que o sol beija o destino
Acerto o texto com retalhos de martírio
Cambaleio o cortejo do açoite,
Cambaleio a taça dos ébrios.

Friday, July 28, 2006

em dia eu acordei
era um dia triste
lembrei que uma figueira estava para ser lançada ao fogo
e daí não fui eu quem plantou !

depois daquele dia troquei o meu sonho por um pirulito
queria sair correndo na rua com o pinto balançando
queria xingar o pato de filho da gata
queria olhar a menina nua pelo muro
me masturbar dentro do rio
sem saber bem o que estou fazendo

mas que droga esses tempos se foram
e agora não há mais medo

posso olhar a nudez das mulheres
e não me há perigo

posso escrever todas as cartas feias e não
tenho pudor
o sexo está acessível e não há mistério

mas algo continua encoberto
quem eu poderei amar?

Thursday, May 25, 2006

Imagem retrograda

Imagem retrograda,
Reflexo sem certeza do que será,
Ultima ilusão passada das crostas distantes
Invento-me nas páginas dos livros
Coloro-me nas telas dos cinemas.
Faço mudo o meu destino
Só para poder esquecer a promessa

Subo no telhado vejo a notícia do jornaleiro.

Uma louca se bate na porta,
Uma escandinava me vende chocolate de escoteiro.
E eu nem sei o que é isso!

Meu Pai! onde eu vim parar?!
Como colocaram essa idéia na cabeça?
Cresço e meço
o pedaço de corda que o apóstolo me deu

tento escrever coisas sobre o meu intimo
e vejo que só o estou rabiscando.

Tapete, tapete meu,
Me leve para uma Arábia distante
Onde se diga que o natal nascerá,
Onde faça lua no lugar do sol
E Saudade no lugar da esfera.

Canto e continuo o pranto
Me levo ao vestuário da matilha
E concordo com as fadas
que me façam ser insônia,
e ponha amônia no meu berço.
Só então cavarei para onde quis ir.

Thursday, April 06, 2006

03 do mês

lendo as palavras do baralho
jogo sujo de marcado e velho
sobra sobre freezer um pão bolento.
que de manchado e velho sobrou ao vento.

eu como o pão que comprei no dia três
lendo a embalagem vencida no ultimo mês
o que me resta é beijar nos lábios
e ver se o frio é tão molhado

baralho velho e vento lento me faz chorar
rasgo minhas roupas e deixo rouco o teu roncar
sono leve leva esta ultima voz
chorando o tempo em que éramos sós

pão amrago da mão do diabo
tranco a porta para não sentiro vento frio
do fino fio que e u vi partir
sobro sobre a sombra

do ultimo mês.
o mês tres.
o dia três.

Friday, March 03, 2006

Lágrimas da Madrugada

As lágrimas da madrugada,
aquelas que não existem quando o sol brilha,
quando o dia abafa com sua rotina o nosso choro;
quando a noite vem trazendo o seu pote com flores
mergulhadas em lágrimas que chorei.
Lágrimas de grito!
Cada gota desfaz em estrondo silencioso ao mundo
onde só eu,

onde só eu ...
num canto...
canto a sua melodia.
cai
cai
cai
cai
e tranforma-se em rio indo em seu mar.

Lágrima infeliz não queria te chorar!
Desejo noturno de ser triste!
alimento da infelicidade inexistente
felizes os que a choram
porque sabem que doi
mesmo não sabendo onde está a dor.
De qualquer forma se existe dor
algum dia, mesmo com a morte, haverá consolo
e nesse dia selarei com lágrima
minha redenção.

as folhas do meu jardim

as folhas secas no meu jardim
caem em ordem uma depois da outra
nunca ao mesmo tempo
assim como minhas palavras
uma após a outra forma este poema.

será que as estações são como os poemas
sempre sua ordem determina a beleza?