Destrono
como larvas em meu sonho distante
como tronos em meu desespero latente
como tudo que permitiu-se ir
nunca num desespero solitário, ficou.
como um peixe na enxente afogado
como um sapato na chuva encharcado.
como tudo que se foi no vento
jamais na angústia amarga permaneceu.
tronco sujo de primavera
roco e morto de mim
sem esperar já foi.
sonso lixo de quem erra
rosno as farpas de marfim
deixo-me levar depois.
como tronos em meu desespero latente
como tudo que permitiu-se ir
nunca num desespero solitário, ficou.
como um peixe na enxente afogado
como um sapato na chuva encharcado.
como tudo que se foi no vento
jamais na angústia amarga permaneceu.
tronco sujo de primavera
roco e morto de mim
sem esperar já foi.
sonso lixo de quem erra
rosno as farpas de marfim
deixo-me levar depois.

2 Comments:
no segundo estrofe no primeiro verso há uma correção.
em vez de 'enxente' deve-se escrever enchente.
desculpem-me o erro.
nos tempos perdidos em sonhos alegres
rabisco num diário o segredo da vida mal entida
rabisco em mim a frase esquecida dos poetas
queria a sombra andante da solidão
e como sono tenho...
ando pelos ares
beijo no espelho
espalho-me nos atalhos
e como lucidez...
carros e corpos
copos e vinhos
casos e troços
sombras indo.
tudo, tudo, tudo rabisco no caderno ilegível
e pouco e tão resta para saber.
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